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Textos Discutíveis - 3 - Pedagogias críticas

O texto reconstrói algumas virtudes das pedagogias críticas, também em homenagem à obra de Saviani. Talvez seja o que de melhor temos na praça pedagógica, representando um esforço da comunidade brasileira. Há também reparos a fazer, em especial a tendência ao fechamento de muitos críticos: criticam tudo, mas não aceitam ser criticados. É contradição flagrante. Mas isto não retira o mérito da proposta. Precisamos muito de alternativas na escola, sobretudo de alternativas que garantam a aprendizagem dos alunos. Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 09h11
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Textos Discutíveis - 2 - Educação hoje

Argumenta-se em favor de mudanças profundas na educação, exigidas pelos novos tempos, bem como por teorias e práticas da aprendizagem e do manejo do conhecimento. Educação - assim se espera - estaria à frente dos tempos, em especial quando se considera fator crucial de desenvolvimento e transformação social. Não ocorre isso entre nós. Tanto a escola, quanto a universidade se mantêm como instituições do século passado, presas ao instrucionismo e desconhecendo os desafios da sociedade intensiva de conhecimento. Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 18h56
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Textos Discutíveis - Introdução

Inicia-se uma série de "textos discutíveis", no sentido metodológico de textos que poderiam merecer ser discutidos. Guardam por trás como critério de cientificidade a "discutibilidade" dos textos. Sugerem um exercício marcado pela "autoridade do argumento", não do "argumento de autoridade", ventilando temas que poderiam interessar a comunidade dos educadores, em especial da educação básica. Mantêm-se como foco o desafio de aprender bem, ao qual a escola deveria devotar-se por inteiro, bem como a valorização do papel do professor autor. Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 10h12
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Coisas velhas em coisas novas

Discute-se a presença em novas tecnologias de velhos procedimentos de controle e hierarquia, à revelia, muitas vezes, do discurso fortemente libertário. Não se retira, em hipótese nenhuma, o mérito de tais inovações, também em termos de democratizar acessos, contribuições, sistemas avaliativos coletivos, modos de gerenciar, etc., mas está claro que, sendo o preço da liberdade seu abuso, em sociedade liberdade só funciona se for regulada. A questão não é, então, regulação contra não-regulação, mas em torno de que tipos de regulação seriam ainda igualitários e palatáveis. Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 08h36
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Dissecando a Aula

Analisa-se a aula instrucionista, considerada plágio. Critica-se a apostila, quando usada como referência canônica, obrigatória, alinhando escolas, professores e alunos. Apostila só pode ser material de pesquisa. Todo professor precisa saber construir material didático próprio: na condição de autor, pode promover a autoria discente. A melhoria da aprendizagem do aluno depende muito da qualidade docente, razão pela qual é fundamental investir no professor. Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 08h40
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Aprendizagem Maiêutica

O texto recupera tradicionais posições socráticas e que continuam atualíssimas até hoje. Em especial, acentua-se a proposta de conservar sempre aberto o processo de construção de conhecimento, já que é próprio de quem sabe questionar seu saber. Sócrates não dava aula, não repassava currículo. Só incomodava seus alunos com perguntas infindas e não respondia a perguntas (já sabia que, respondendo às dúvidas, impedia que seus pupilos aprendessem). Aprender implica dúvidas e só contina aprendendo quem tem dúvidas. Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 22h33
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Professora

Ainda não descobrimos a importância do professor básico (em especial dos mais "básicos" - educação infantil e primeiros anos do ensino fundamental), personalizados aqui pela "*professora*". Em todos os sentidos, o papel do professor continua "apequenado", seja na formação (sumária, em geral, antiquada, instrucionista), seja na remuneração (inaceitavelmente baixa para a profissão considerada uma das mais estratégicas na sociedade e na economia), seja na atualização (reduzida a semanas pedagógicas esporádicas e, em geral, para voluntários), seja nas novas tecnologias (amplamente ignoradas até hoje). Ofereço aqui um texto ilustrado de apoio à professora, com o objetivo de sustentar sua função estratégica na sociedade e na economia, em particular na aprendizagem do aluno. Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 22h39
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Aprendizagem Autopoiética

Apresenta-se a perspectiva de aprendizagem da "autopoiese", tendo como base a visão de Maturana, caracterizada pela percepção autorreferente e reconstrutiva da mente dos seres vivos. Tem como referência fundamental o modo de funcionamento reconstrutivo do cérebro que não copia a realidade externa, mas reconstrói imagem autorreferente. Esta proposta - muito criativa e desafiadora, por sinal - também gerou inúmeras polêmicas, em especial entre sociólogos (polêmica de Habermas e Luhmann na Alemanha). Tem como charme maior combater o instrucionismo a partir da própria tessitura mental: mesque que se quisesse, a mente é incapaz de apenas copiar, porque é uma máquina reconstrutiva. Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 14h34
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Sócio-Interacionismo

Reconstruo sumariamente algumas ideias de Vygotsky, úteis para a atividade escolar, com o objetivo de mostrar que "teorias" são muito importantes para a prática docente. Cada professor precisa reconstruir teorias, com o intuito de apresentar formulação própria (teoria não se adota, se usa crítica e criativamente). Estudam-se autores para nos tornarmos autor. Dá-se destaque ao conceito notório de "zona de desenvolvimento proximal", usado vastamente hoje nos videogames, juntamente com o conceito de "scaffolding" (metáfora do andaime na construção de prédios), valorizando o trabalho mediador do professor. Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 21h02
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Construvismo a sério

Apesar dos abusos do construtivismo, permanece uma teoria importante da aprendizagem, desde que tomada a sério. Neste texto discutem-se tais abusos e aponta-se para algumas virtudes desta teoria, em especial para o processo de "equilibração": a criança aprende ao reestruturar seus esquemas mentais frente a novas facetas da realidade e que não cabem no esquema vigente mental. É fundamental colocar a criança no centro das atenções e considerar o professor figura crucial de apoio, motivação, envolvimento, desafio. Tornou-se comum o slogan conservador contra "teorias", confundidas com especulações aéreas, sem perceber que isto também é uma "teorização", ainda que tipicamente vagabunda. O construtivismo é, de fato, apenas uma teoria entre outras e, como todas, incompleta. Cabe "reconstruir" toda e qualquer teoria, porque sua função é facultar a autoria do professor, não sua subalternidade. Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 07h47
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Pomos da discórdia em educação

Trata-se de alguns desentendimentos em educação, em especial de concepções e práticas de aprendizagem. Está retornando agora a moda do "ensino" - saber ensinar é a invectiva maior para o professor, como se o aluno aprende mal porque o professor "não ensina". Sem falar que se ignoram as condições de trabalho e de formação, no fundo empurra-se, de novo e sempre, o problema para o colo dos docentes. Por trás esconde-se visão extremamente arcaica de educação, ainda presa à aula instrucionista e a apostila canônica. Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 14h28
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"Saber Ensinar"

Questiona-se a atual onda em favor do "ensinar", no fundo, repassando a responsabilidade ao professor que, muitas vezes, por má formação e também por remunerações vis, não consegue habilidades suficientes para seu bom desempenho. Volta-se a insistir em pedagogias obsoletas de estilo reprodutivo, ignorando que nosso maior desafio é fazer pate da sociedade intensiva de conheciment, não de aula... Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 09h36
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Pobreza Política

Para além da pobreza socioeconômica, material, ressalta-se a “pobreza política”, considerada muito mais grave ainda, porque indica a destruição do sujeito capaz de história própria. Faz parte da pobreza política esperar a libertação do próprio opressor, à medida que não se ativa iniciativa própria, individual e coletiva (cidadania) adequada. O pobre alinha-se à história dos outros, deixando de fazer história própria. Questiona-se a atual política social reduzida à assistência: ainda que esta seja necessária e, nisto, adequada, quando se torna exclusiva, imbeciliza o pobre, porque o vê apenas como “beneficiário”. Segue a importância da “política social do conhecimento” capaz de elevar o pobre à condição de sujeito que sabe pensar.Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 23h11
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Conhecimento

Mostra-se a propriedade disruptiva, rebelde do conhecimento questionador, o que já bastaria para não se pretender apenas “reproduzir”. Saber pensar é questionar (desconstruir e reconstruir), o que recoloca sempre o desafio de autoria. Também na internet de hoje este desafio se avoluma, à medida que a web 2.0 motiva os participantes a portar-se como autores, a exemplo da wikipedia. É importante que o professor aprende a desconstruir-se e a reconstruir-se, mantendo-se sempre atualizado e aprendendo continuamente.Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 23h10
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Aula

Questiona-se a aula como centro constitutivo da docência (aula instrucionista). Há aula e aula. Não se critica a aula a serviço da aprendizagem do aluno, supletiva, auxiliar, breve, motivadora. Como regra, porém, a aula é coisa copiada feita para ser copiada, tendo em vista que a docência é entendida, entre nós, como atividade reprodutiva. Embora muitos professores apreciem aula, deixam de perceber que aula instrucionista é o cúmulo de sua desvalorização profissional, porque os reduz a meros transmissores de conteúdos copiados. Critica-se, me especial, a apostila, um livro texto por vezes bem feito, mas destinado a ser copiado reprodutivamente. Apostila evita que se leia, estude, pesquise. O que constitui o professor é autoria, não aula.Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 23h09
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