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Pobreza Política

Para além da pobreza socioeconômica, material, ressalta-se a “pobreza política”, considerada muito mais grave ainda, porque indica a destruição do sujeito capaz de história própria. Faz parte da pobreza política esperar a libertação do próprio opressor, à medida que não se ativa iniciativa própria, individual e coletiva (cidadania) adequada. O pobre alinha-se à história dos outros, deixando de fazer história própria. Questiona-se a atual política social reduzida à assistência: ainda que esta seja necessária e, nisto, adequada, quando se torna exclusiva, imbeciliza o pobre, porque o vê apenas como “beneficiário”. Segue a importância da “política social do conhecimento” capaz de elevar o pobre à condição de sujeito que sabe pensar.Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 23h11
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Conhecimento

Mostra-se a propriedade disruptiva, rebelde do conhecimento questionador, o que já bastaria para não se pretender apenas “reproduzir”. Saber pensar é questionar (desconstruir e reconstruir), o que recoloca sempre o desafio de autoria. Também na internet de hoje este desafio se avoluma, à medida que a web 2.0 motiva os participantes a portar-se como autores, a exemplo da wikipedia. É importante que o professor aprende a desconstruir-se e a reconstruir-se, mantendo-se sempre atualizado e aprendendo continuamente.Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 23h10
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Aula

Questiona-se a aula como centro constitutivo da docência (aula instrucionista). Há aula e aula. Não se critica a aula a serviço da aprendizagem do aluno, supletiva, auxiliar, breve, motivadora. Como regra, porém, a aula é coisa copiada feita para ser copiada, tendo em vista que a docência é entendida, entre nós, como atividade reprodutiva. Embora muitos professores apreciem aula, deixam de perceber que aula instrucionista é o cúmulo de sua desvalorização profissional, porque os reduz a meros transmissores de conteúdos copiados. Critica-se, me especial, a apostila, um livro texto por vezes bem feito, mas destinado a ser copiado reprodutivamente. Apostila evita que se leia, estude, pesquise. O que constitui o professor é autoria, não aula.Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 23h09
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Discutibilidade dos Textos

Discute-se o que seriam “textos discutíveis”. No bom sentido, “discutível” significa aberto à discussão e que vale a pena ser discutido. No mau sentido, “discutível” pode significar textos tão mal feitos que não merecessem atenção. Textos científicos não produzem certezas, mas hipóteses abertas e instigantes, cuja validade só pode ser “relativa”, ainda que não “relativista”. Facilmente pretendemos constituir validades absolutas como resquício religioso medieval, ignorando que na natureza e na história não encontramos processos absolutos: tudo tem prazo de validade, também nós mesmos. Validades relativas “valem sim”, mas histórica e naturalmente.Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 23h07
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Autoridade do Argumento

Em contraposição ao argumento de autoridade – autoritário, prepotente, colonizador – sugere-se a importância da autoridade de argumento: não é autoritário, é argumento. Ou seja, é uma proposta fundamentada de tal modo que não levante a pretensão de indiscutível (noção de “fundamento sem fundo”). Trata-se de formular o que seria uma autoridade não autoritária, de mérito, digna de atenção por conta de sua boa argumentação/fundamentação. A autoridade do argumento é o centro da cidadania que sabe pensar: não precisa impor-se, prevaricar, corromper, porque lhe basta argumentar. Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 23h05
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Aprendizagem

 

Reconstroem-se cenários das principais teorias da aprendizagem, para sublinhar sua natureza reconstrutiva, interpretativa, participativa, conclamando autoria e autonomia. Mostra-se o quanto o instrucionismo é equivocado, por mais que seja dominante na escola: em sua estrutura reprodutiva agride o modo natural de ser do aluno, que aprecia participar, contribuir, movimentar-se, na condição de sujeito ativo. Assinalam-se também as “aprendizagens virtuais”, ainda que possam ser apenas modismo. Vieram para ficar e seria bem mais ajuizado saber fazer bem, respeitando o direito dos alunos de aprender bem. Para baixar, clique aqui.



Escrito por Pedro Demo às 22h59
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