Sócio-Interacionismo
Reconstruo sumariamente algumas ideias de Vygotsky, úteis para a atividade escolar, com o objetivo de mostrar que "teorias" são muito importantes para a prática docente. Cada professor precisa reconstruir teorias, com o intuito de apresentar formulação própria (teoria não se adota, se usa crítica e criativamente). Estudam-se autores para nos tornarmos autor. Dá-se destaque ao conceito notório de "zona de desenvolvimento proximal", usado vastamente hoje nos videogames, juntamente com o conceito de "scaffolding" (metáfora do andaime na construção de prédios), valorizando o trabalho mediador do professor. Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 21h02
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Construvismo a sério
Apesar dos abusos do construtivismo, permanece uma teoria importante da aprendizagem, desde que tomada a sério. Neste texto discutem-se tais abusos e aponta-se para algumas virtudes desta teoria, em especial para o processo de "equilibração": a criança aprende ao reestruturar seus esquemas mentais frente a novas facetas da realidade e que não cabem no esquema vigente mental. É fundamental colocar a criança no centro das atenções e considerar o professor figura crucial de apoio, motivação, envolvimento, desafio. Tornou-se comum o slogan conservador contra "teorias", confundidas com especulações aéreas, sem perceber que isto também é uma "teorização", ainda que tipicamente vagabunda. O construtivismo é, de fato, apenas uma teoria entre outras e, como todas, incompleta. Cabe "reconstruir" toda e qualquer teoria, porque sua função é facultar a autoria do professor, não sua subalternidade. Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 07h47
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Pomos da discórdia em educação
Trata-se de alguns desentendimentos em educação, em especial de concepções e práticas de aprendizagem. Está retornando agora a moda do "ensino" - saber ensinar é a invectiva maior para o professor, como se o aluno aprende mal porque o professor "não ensina". Sem falar que se ignoram as condições de trabalho e de formação, no fundo empurra-se, de novo e sempre, o problema para o colo dos docentes. Por trás esconde-se visão extremamente arcaica de educação, ainda presa à aula instrucionista e a apostila canônica. Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 14h28
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"Saber Ensinar"
Questiona-se a atual onda em favor do "ensinar", no fundo, repassando a responsabilidade ao professor que, muitas vezes, por má formação e também por remunerações vis, não consegue habilidades suficientes para seu bom desempenho. Volta-se a insistir em pedagogias obsoletas de estilo reprodutivo, ignorando que nosso maior desafio é fazer pate da sociedade intensiva de conheciment, não de aula... Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 09h36
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Pobreza Política
Para além da pobreza socioeconômica, material, ressalta-se a “pobreza política”, considerada muito mais grave ainda, porque indica a destruição do sujeito capaz de história própria. Faz parte da pobreza política esperar a libertação do próprio opressor, à medida que não se ativa iniciativa própria, individual e coletiva (cidadania) adequada. O pobre alinha-se à história dos outros, deixando de fazer história própria. Questiona-se a atual política social reduzida à assistência: ainda que esta seja necessária e, nisto, adequada, quando se torna exclusiva, imbeciliza o pobre, porque o vê apenas como “beneficiário”. Segue a importância da “política social do conhecimento” capaz de elevar o pobre à condição de sujeito que sabe pensar.Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 23h11
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Conhecimento
Mostra-se a propriedade disruptiva, rebelde do conhecimento questionador, o que já bastaria para não se pretender apenas “reproduzir”. Saber pensar é questionar (desconstruir e reconstruir), o que recoloca sempre o desafio de autoria. Também na internet de hoje este desafio se avoluma, à medida que a web 2.0 motiva os participantes a portar-se como autores, a exemplo da wikipedia. É importante que o professor aprende a desconstruir-se e a reconstruir-se, mantendo-se sempre atualizado e aprendendo continuamente.Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 23h10
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Aula
Questiona-se a aula como centro constitutivo da docência (aula instrucionista). Há aula e aula. Não se critica a aula a serviço da aprendizagem do aluno, supletiva, auxiliar, breve, motivadora. Como regra, porém, a aula é coisa copiada feita para ser copiada, tendo em vista que a docência é entendida, entre nós, como atividade reprodutiva. Embora muitos professores apreciem aula, deixam de perceber que aula instrucionista é o cúmulo de sua desvalorização profissional, porque os reduz a meros transmissores de conteúdos copiados. Critica-se, me especial, a apostila, um livro texto por vezes bem feito, mas destinado a ser copiado reprodutivamente. Apostila evita que se leia, estude, pesquise. O que constitui o professor é autoria, não aula.Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 23h09
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Discutibilidade dos Textos
Discute-se o que seriam “textos discutíveis”. No bom sentido, “discutível” significa aberto à discussão e que vale a pena ser discutido. No mau sentido, “discutível” pode significar textos tão mal feitos que não merecessem atenção. Textos científicos não produzem certezas, mas hipóteses abertas e instigantes, cuja validade só pode ser “relativa”, ainda que não “relativista”. Facilmente pretendemos constituir validades absolutas como resquício religioso medieval, ignorando que na natureza e na história não encontramos processos absolutos: tudo tem prazo de validade, também nós mesmos. Validades relativas “valem sim”, mas histórica e naturalmente.Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 23h07
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Autoridade do Argumento
Em contraposição ao argumento de autoridade – autoritário, prepotente, colonizador – sugere-se a importância da autoridade de argumento: não é autoritário, é argumento. Ou seja, é uma proposta fundamentada de tal modo que não levante a pretensão de indiscutível (noção de “fundamento sem fundo”). Trata-se de formular o que seria uma autoridade não autoritária, de mérito, digna de atenção por conta de sua boa argumentação/fundamentação. A autoridade do argumento é o centro da cidadania que sabe pensar: não precisa impor-se, prevaricar, corromper, porque lhe basta argumentar. Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 23h05
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Aprendizagem
Reconstroem-se cenários das principais teorias da aprendizagem, para sublinhar sua natureza reconstrutiva, interpretativa, participativa, conclamando autoria e autonomia. Mostra-se o quanto o instrucionismo é equivocado, por mais que seja dominante na escola: em sua estrutura reprodutiva agride o modo natural de ser do aluno, que aprecia participar, contribuir, movimentar-se, na condição de sujeito ativo. Assinalam-se também as “aprendizagens virtuais”, ainda que possam ser apenas modismo. Vieram para ficar e seria bem mais ajuizado saber fazer bem, respeitando o direito dos alunos de aprender bem. Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 22h59
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Desenvolvimento & Educação
Discute-se a importância da percepção estratégica do desenvolvimento, fazendo parte dela educação. Um conceito importante é o de "oportunidade", já tradicional na ONU (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), seja no sentido de "fazer oportunidade", como principalmente de "fazer-se oportunidade". Pessoas educadas e suas idéias são a real riqueza das nações. A dicussão move-se na direção de tomar educação como referência mais próxima da produção de conhecimento e da formação mais esmerada, acentuando-se a capacidade de gerar conhecimento próprio e preparar as novas gerações. Usa-se também a análise de Amsden sobre o "resto" (grupo de países que tiveram algum êxito em suas estratégias de desenvolvimento, ainda que usando saídas não ortodoxas), porque ressalta a questão do conhecimento e da gestão do Estado/governo. Critica-se a condição da educação no país, ainda muito instrucionista, calcada na reprodução do conhecimento, cercada de universidades de mero ensino. Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 21h29
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CONHECIMENTO REBELDE E ENQUADRADO
Estuda-se o estilo da wikipedia de produzir textos, dentro da promessa original de que "todos podem editar". A wikipedia é um fenômeno estrondoso de produção coletiva de uma encilopédia "livre". Ao mesmo tempo, porém, que demonstra esta face maravilhosa, também abriga todos os problemas traicionais de comunidades libertárias que acabam sendo enquadradas para poderem funcionar a contento. Mesmo assim, trata-se de proposta iluminada, à medida que promove a preferência pela autoridade do arguemnto, superando-se o argumento de autoridade. Esta virtude tem valor pedagógico inestimável, pois fomenta a cidadania que sabe pensar. Incomoda, porém, que, sendo o preço da liberdade seu abuso, a wikipedia esteja atrelada a modelos metodológicos positivistas, enredando-se em flagrantes contradições como a de insistir em "neutralidade" dos textos em meio a guerras ferozes de edição. Ao mesmo tempo, a wikipedia, por vezes, despreza textos feitos por especialistas, em nome de textos feitos pela "multidão". Seria o caso procurar um meio termo, tanto para não se aproximar demais da enciclopédia tradicional (compilação do que existe), quanto para não decair em amadorismos excessivos. Ao final, a wikipedia mostra que a cooperação humana é bem possível, ainda que sempre muito tumultuada. No mínimo, inventou um ambiente no qual se pode aprender coletivamente de maneira produtiva. Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 17h03
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Força sem força do melhor argumento
Analisa-se a noção habermasiana da "força sem força do melhor argumento", elaborando as noções de qualidade formal e política como referência fundamentais da "autoridade do argumento". Ao fundo, está a discussão sobre a cidadania que sabe pensar, ou seja, aquela que usa argumento, não força. Esta força sem força é a maior força que um argumento poderia ter, porque não é forçada; é de mérito. Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 16h44
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Ontologia
Discussão aberta em torno das promessas da ontologia/web semântica, no sentido de aprimorar buscas mais inteligentes. Provavelmente as máquinas atuais não conseguem "interpretar" informação, apenas processá-la de maneira padronizada. A assim dita "inteligência artificial" também não realizou até hoje sua promessa, embora se deva deixar a porta aberta. Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 15h16
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Professor & Pesquisa (11): Certas objeções
Trato de algumas objeções mais comuns com respeito ao tema da pesquisa e professor. Como a proposta de considerar pesquisa, para além da maneira mais óbvia de produzir conhecimento, como princípio também educativo fundamental para a formação, há sempre professores que preferem aula ou coisa parecida. Não lhes parece claro que docência vem depois da pesquisa: quem não é autor não pode dar aula, porque seria, na prática, plágio. Para baixar, clique aqui.
Escrito por Pedro Demo às 22h32
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